Se você tivesse um único conselho para dar aos jovens jornalistas, qual seria?, perguntou a "Time" para o escritor Malcolm Gladwell, da "New Yorker". Olhem o que ele respondeu (os grifos são meus):
The issue is not writing. It's what you write about. One of my favorite columnists is Jonathan Weil, who writes for Bloomberg. He broke the Enron story, and he broke it because he's one of the very few mainstream journalists in America who really knows how to read a balance sheet. That means Jonathan Weil will always have a job, and will always be read, and will always have something interesting to say. He's unique. Most accountants don't write articles, and most journalists don't know anything about accounting. Aspiring journalists should stop going to journalism programs and go to some other kind of grad school. If I was studying today, I would go get a master's in statistics, and maybe do a bunch of accounting courses and then write from that perspective. I think that's the way to survive. The role of the generalist is diminishing. Journalism has to get smarter.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
o colorido aumenta a cada dia
Embora tenha queda pelo click e faça curso e tudo, não sou fotógrafa. Mas às vezes vejo coisas, assim no meio do nada, que gostaria que os outros vissem, mesmo que não fosse especialmente bonito. A música, no leitor de mp3, funciona como uma espécie de sintonizador de frequências alternativas para o que os olhos vêem, um filtro. Por exemplo, ontem à noite no metrô ouvia o magnífico Hallelujah, na voz de Leonard Cohen, e no vagão soturno, no meio daqueles rostos iluminados a néon branco, um deles, uma jovem moça, de cabeça encostada à janela, com os olhos postos na escuridão do túnel, parecia a Maria Madalena de El Greco.

Em que pensava ela?

Em que pensava ela?
quarta-feira, 22 de julho de 2009
pequena alegria
Isso aí é uma graça, soa àqueles dias de felicidade clandestina, estilo momento Kodak ou Doriana, sabem? Olhem só a cara deles. Virou o ring-ring do meu celuleba. Enjoy it =).
sexta-feira, 3 de julho de 2009
twins
terça-feira, 23 de junho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
música para ouvir sobre trilhos
Full Moon
The Black Ghosts
When the thorn bush turns white that's when I'll come home
I am going out to see what I can sow
And I don't know where I'll go
And I don't know what I'll see
But I'll try not to bring it back home with me
Like the morning sun your eyes will follow me
As you watch me wander, curse the powers that be
Cause all I want is here and now but its already been and gone
Our intentions always last that bit too long
Far far away, no voices sounding, no one around me and
you're still there
Far far away, no choices passing, no time confounds me and you're still there
In the full moons light I listen to the stream
And in between the silence hear you calling me
But I don't know where I am and I don't trust who I've been
And If I come home how will I ever leave
The Black Ghosts
When the thorn bush turns white that's when I'll come home
I am going out to see what I can sow
And I don't know where I'll go
And I don't know what I'll see
But I'll try not to bring it back home with me
Like the morning sun your eyes will follow me
As you watch me wander, curse the powers that be
Cause all I want is here and now but its already been and gone
Our intentions always last that bit too long
Far far away, no voices sounding, no one around me and
you're still there
Far far away, no choices passing, no time confounds me and you're still there
In the full moons light I listen to the stream
And in between the silence hear you calling me
But I don't know where I am and I don't trust who I've been
And If I come home how will I ever leave
sábado, 16 de maio de 2009
man on wire

Nunca nos sentimos tão vivos quando por um fio escapamos de uma tragédia. É como se, andando distraídos pelas ruas da vida, não fossemos atingidos pelo carro que vem a 70 quilômetros por hora na direção oposta. Com sorte, quando a graça do escape nos ocorre, somos imediatamente tomados de uma energia vital descontrolada, seguida de um misto de culpa e alívio: Meu deus!, quase que.... Um limite indefinido, mas como que tangível, põe em paralelo a vida e a morte, e agente fica solto, meio pendente, bem no centro. Vim com essa sensação, a tira loco, do caminho entre o cinema, onde assisti ao documentário O Equilibrista, até em casa. O documentário de James Marsh conta a história de um homem que transforma seu sonho em realidade. Me perdoem a frase clichê, mas só ela mesma para definir a obsessão do jovem Phillippe Petit em cruzar pelos ares as torres gêmeas do World Trade Center, que à época, mil novecentos e setenta e poucos, eram o topo do mundo feito de concreto e aço. Sonhador ao extremo e encantador (como são todos que sonham acordados), é o próprio francês que narra o documentário com um entusiasmo e teatralidades sem igual.Olha que se trata de um coroa, bem conservado é verdade, mas coroa, o que me remete a outra pérola: “quem tem um sonho nunca envelhece”. Não dá pra esquecer a expressão compenetrada do jovem atravessando precipícios sobre cordas de aço, do rosto transmutando-se numa máscara de concentração, parecendo uma esfinge. Por estar tão próximo da morte, o equilibrista fazia da seriedade e da ousadia elemento sinequanon para permanecer vivo, como preconiza um de suas falas - “Para viver plenamente é preciso ir ao limite, andar na corda bamba, ver cada novo dia como um desafio”. O filme é um sopro de 90 minutos de poesia e vida. E a trilha sonora do Michal Nyman e J. Ralph e a fotografia (não lembro de quem era), lindas de morrer, são uma massagem aos sentidos. O filme levou o Oscar 2009 de melhor documentário.
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